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DADOS GERAIS
Data de Criação: 7/9/1923 Lei de Criação: LEI 843 Padroeiro: Nossa Senhora da Conceição Festa do Padroeiro: 08/12 Aniversário do município: 7 de setembro
A cidade de Matias Barbosa tem origem na Fazenda do ilustre militar que lhe empresta o nome que a edificou em 1710 em terras da Sesmaria que lhe formam concedidas ao longo do caminho Novo, no ano anterior. Ainda sendo a sua propriedade, foi ali erguido o Registro do Caminho Novo, (com localização provável na atual avenida Cardoso Saraiva, nas proximidades da praça Peter Birkeland), barreiras alfandegárias onde se pagavam altos tributos à Coroa Portuguesa. Em 1766, já falecida o Cel. Mathias Barbosa, seus herdeiros venderam a propriedade para o Tem. Cel. Manoel do Valle Amado, um potentado cuja descendência povoou toda a zona da mata, que então ergueu a Fazenda de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo, onde pernoitaram os inconfidentes em sua viagem rumo ao Rio de Janeiro onde seriam julgados (momento brilhantemente retratado por Antônio Parreiras, no célebre quadro A JORNADA DOS MÁRTIRES, exposto no Museu Mariano Procópio. Com o falecimento de Manoel do Valle Amado em 1801 seus descendentes dividiram a grande Sesmaria (que compreendia grande parte do hoje município de Juiz de Fora, inclusive bairros São Mateus, Alto dos Passos, Teixeiras e parte de São Pedro) em diversas fazendas, vendendo-as ou nelas residindo, dando origem à várias grandes propriedades rurais algumas ainda hoje existentes.

exposto no Museu Mariano Procópio em Juiz de Fora-MG
Desde a instalação do Registro estabeleceu-se ao longo do caminho Novo, à frente do portão do mesmo, um pequeno, mas sempre crescente, comércio destinado a abastecer os viajantes. Pode-se afirmar que são estes, junto com os moradores de Nossa Senhora da Conceição, os primeiros habitantes do centro populacional que daria origem à cidade. Com a construção, em 1855 da Estrada União Industria, de Mariano Procópio , cuja companhia aqui instalou um estação de mudas das diligências, este comércio floresceu ainda mais e alguns grandes proprietários começaram a instalar depósitos e casas de maradia nas proximidades, o que se acentuaria de forma agressiva com a chegada dos trilhos da Central do Brasil, em 1875, já que o povoado tornou-se grande exportador de café, como toda Zona da Mata, impulsionando o progresso local, culminando com a criação do distrito de Matias Barbosa, pertencente a Juiz de Fora, em 1886.
 Prédio do Registro onde se cobrava os impostos.(foto jan/2009)
Nos anos seguintes, beneméritos e empreendedores seriam responsáveis pelo verdadeiro povoamento do que viria a ser a cidade, os primeiros, doando terrenos no centro da cidade para seu florescimento e os segundos dividindo as grandes propriedades rurais próximas ao centro em pequenos lotes vendidos a preços acessíveis a modestos agricultores. Este último fato, concomitante com a chegada das famílias italianas em 1888, foi diretamente responsável pelo impressionante crescimento populacional que se verifica em fins do século XX, já que em 1890, com seus 1.583 habitantes, Matias Barbosa era o penúltimo distrito de Juiz de Fora, maior apenas do que Porto das Flores e apenas do que Porto das Flores, em 1907, já se tornara o maior distrito de Juiz de Fora, com 6.190 habitantes.
Nos primeiros anos do século passado, o povoado começa a se desenvolver, com á construção da matriz (1913), a criação do primeiro jornal (1907), a inauguração da luz elétrica (1914), a criação do grupo escolar (1909) e a construção de um prédio próprio para abriga-lo (1913). Florescem no distrito a arte o saber e a política, com os representantes do distritos se destacando na Câmara Municipal de Juiz de Fora. Desde modo, tornou-se imperativo aos habitantes do lugar a independência administrativa, o que foi obtido após quase uma década de lutas renhidas, ocorrendo a emancipação em 07 de setembro de 1923, tendo sido eleito o primeiro Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal (Prefeito) o Dr. José Mariano Pinto Monteiro e os primeiros vereadores Antenor de Aquíno Castro, Dr Aníco Viriato de Azevedo, Francisco Ribeiro de Almeida Júnior, João Evangelista do Valle, Luís Cesário Monteiro da Silva e Mauro Roquette Pinto.
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